Categoria: Poesias

Medo!

De despir-me das vontades e nua de desejos e ensejos perder minha identidade. De desistir dos sonhos e me imbuir de marasmos, cultivando um amanhã enfadonho. De mergulhar no vazio; dele não conseguir sair e por mais que eu tente, nele persistir. De perder a inspiração, vítima da síndrome do papel em branco e fragmentá-lo …

Continue lendo

Pausa!

Hoje resolvi pausar. Fico aqui e deixo o mundo para lá. Estática, vejo-o rodar. Livre, com a sensação de não estar. Leve é a impressão de levitar. Ser (im)pensante, esquecida do instante, Isolada do que não posso transformar. Me volto para mim. Sou corpo no vácuo despejado por alguma turbulência. Não clamo por sobrevivência. Não …

Continue lendo

Borboleta!

Se faz presente a liberdade. Onipotente. Súbita. Inopinada. Tão esperada! Em tons de imensa beleza, real singeleza confrontando a escuridão da dor. Luz incandescente traz esperança. Desativa fendas expostas em solo árido da alma, do ventre, da gente. Pousa em duras pedras. Semeia pétalas. Deixa a abstração, grades de prisão. Metamorfoseia, (e)feito borboleta! Convida a …

Continue lendo

Sina!

Pleno de silêncios um poema vermelho se avoluma insensato no clamor da poesia. Palavra em queda livre proclama danos em questionamentos íntimos escritos na areia. Um poema vermelho pleno de amanheceres se avoluma infinito no clamor da poesia. Sedento de madrugadas, desnuda-se em cálida ousadia metáfora suicida a acalantar destinos.

Verbo!

Feres feito espada cravada no peito. Tu, verbo clandestino, que sem pudores revela o destino. Maldito, bendito, consciência do infinito. Não deixas meu sono tranquilo: apontas meus desencantos, com teu verbo santo. Tu, verbo da glória e meu profundo grito. Hemorragia de letras espalhadas em meu ventre. Tu, verbo imoral, navalha da língua, verso decisivo. …

Continue lendo

Sentires!

Na ponta do lápis um mundo se abre: formas, cores, palavras. Sentires, melodias. Na ponta do teclado a existência se descortina: mosaicos de vivências, espelhos da humanidade. Na expressão da arte tudo é possível: mesmo no mais improvável o coração explode.

Dualiades!

Prefiro a dor do absurdo a esse mundo apático corrompido, sem sentido. Prefiro a morte em silêncio a palavras esdrúxulas e aparências vazias. Prefiro ossos rompidos a ideias mesquinhas e condutas banais. Prefiro a poesia abismal a versos felizes ocultando todo mal.

Subliminar!

Tons de voz, Silêncios, gestos, zombarias. O não dito entre o dito: inércia. Arquétipos do inconsciente, sinais contínuos de emoções reprimidas. No silêncio e nas palavras a mensagem grita.

Grito!

No diafragma aberto o (des)concerto do ar: uma música que foi deixada sem letra, sem rumo suplicando melodia.

Novo Mundo!

Enfim, um mundo novo: sem pecados originais e crueldades habituais. Enfim, terra para todos: natureza em harmonia e humanos em sintonia. Enfim, vida em plenitude: beleza primordial e amor incondicional. Enfim, não mais utopia: renascimento das almas compartilhando a alegria.

Carregar mais