Dias Iguais!

Nessa rotina de dias cruciais,
mar igual e barcos desiguais,
tempo diferente sujeito atemporais,
o medo, a dúvida, a ansiedade
de mãos dadas querem assustar.
Num cerco ao ser humano
fazem a ciranda girar
sem ter onde ancorar ou resistir.
Ao homem resta se resignar.
Guarda consigo os motivos
que o levam a sonhar.
Mergulha em si para refletir.
Busca encarar sua alma,
achar algo que o ajude a ser.
Seu próprio ventre para renascer,
sua sensibilidade para florescer,
desabrochar na arte de escrever,
cantar, dançar, viver.
No azul de um céu em festa
o sol é luz, é lampejo, é abraço.
A natureza viva manifesta,
a paz que viraliza sem fazer mal.
O homem compreende, sem falar,
necessário se faz isolar:
quem sabe uma onda de amor
vinda do universo ou algum mar
traga o bem e carregue a dor.