Vânia Ortiz

"Everything may be for a while."

Publicações do autor

Escrevo?

Escrevo: a folha em branco me impele, provoca-me, convoca-me, remexe meus neurônios, sentimentos à flor da pele querem que eu me revele, que me rebele, trace recônditos da alma diante da ansiedade que me transtorna o momento em que me encontro. Palavras se difundem. Confundem emoções, debatem-se em confronto, emudecem as razões. Escrevo: um emaranhado …

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Leva-me!

Leva-me, oh, mar, às profundezas de teus mistérios, entre águas, algas e corais onde jazem desfeitos navios e castelos, histórias guardadas não reveladas, onde habita em um sacrário, a paz. Leva-me, oh, oceano, a circundar tua imensidão, participar de teu plano como um rito navegando meu barco farto de conflitos, despejá-los nas ondas que nunca …

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O poeta voltará!

O poeta foi ali, lá, acolá, não sei onde. Sei que voltará. Foi buscar fragilidade em solos lavrados de fraternidade. Foi ainda mais além, acender o farol do mundo, iluminar o breu profundo que aqui se estabeleceu. Foi buscar a estrela de Belém, os sinos repicando o bem, a neve para branquear o chão e …

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Sem rumo!

Não sei se prossigo ou fico, o que me espera em outra esfera, não sei explicar o que sinto, o que quero e espero. O espaço aqui se estreita, não capta o que meu coração revela. Se algum sentimento me resta ou alguma palavra se presta a me servir de lenitivo, ensina-me outro rumo sem …

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Recomeço!

No peito, marcas que tento apagar. Na alma, vincados os sonhos que ainda restam. Nos olhos, misto de fim e começo. No coração, batidas descompassadas, que, aos avessos, prenunciam vida e recomeço. Novo endereço! Na mala, vastas e ricas experiências. Recair nos mesmos erros? Reticências. É preciso tentar, dar a cara à tapa, viver o …

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Labirinto!

Rastreio passos por caminhos que perdi. Procuro inversos entre os versos que reli. Busco a essência infiltrada na raiz e a palavra sacrossanta que bendiz. Percorro livros que clareiem minha mente sem encontrar conteúdo convincente. Se me aproximo da verdade, ela se esconde. Então me afasto sem saber: ir para onde? Abro horizontes e não …

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Náufragas palavras!

Pobres palavras, náufragas e inaudíveis, vagueando perdidas no vasto oceano à mercê do vento, ondas e tormentas, tentando emergir a um novo plano. Viajantes sem destino buscam outro rumo, uma razão maior para se tornarem texto. Vagam imersas, desencontradas, sem prumo, apagadas, sem nexo, longe de um contexto. Ah, palavras, que não se deixam ouvir! …

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Introspecção!

Saio de mim. Observo-me. Sou mar vigiando a ilha volteando seu redor, tentando explicações. Busco me compreender. De longe e de perto há muito de encoberto. Pego carona em uma onda que me leva e traz. Passado e presente vasculham-me a mente. Travam embate perspicaz à procura da fase em que me perdi, onde o …

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Medidas!

O sempre é finito para se sonhar, espaço ínfimo para poder voar, o longe é perto para se alcançar: razões que queiram me levar para lá. O tempo é escasso para se perder e reencontrar o que se quer achar. As horas não vão avisar se vou sorrir, se vou chorar. O muito é pouco …

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Busca!

Em busca de palavras, na rota do sol, sigo a rota do sol quando o vejo bem longe irradiando sua luz já branda, expondo um entardecer tranquilo de cores tênues, pálidas, antes do anoitecer. Vou em busca de palavras no lusco-fusco, esparramadas, abandonadas ao ocaso. E minha alma se inunda nessa cascata que magia infunda, …

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