Espera!

Quando tu não vens,
meus olhos se perdem
no escuro.
Meus pés
não tocam o chão.
Flutuo
entre densas nuvens:
te procuro em vão.
Como olhar as estrelas,
se elas se escondem
no teu olhar?
Sinto-me tão só.
A lua não aparece.
E, de manhã,
nem sei mais
onde nasce o sol.
Quando não vens,
meus braços ficam vazios,
faz frio
no meu coração.
Minh’alma
fica em silêncio,
emudece em solidão:
não escuto mais
aquela canção.
Pensas
que em algum momento
tua flor te esquece?
Ela arrefece
sem teus passos
no jardim.
É assim:
tua flor de jasmim
renasce
apenas quando tu vens.